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25/01/13

IGESPAR

Designação

Designação
Jardim João Chagas, também designado Jardim da Cordoaria
Outras Designações
-
Categoria / Tipologia
Arquitectura Civil / Jardim
Inventário Temático
-

Localização

Divisão Administrativa
Porto / Porto / Vitória
Endereço / Local
Campo dos Mártires da Pátria
Porto
4000 Porto

Protecção

Situação Actual
Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Categoria de Protecção
Procedimento encerrado / arquivado (processo individual). Abrangido em ...
Cronologia
Despacho de encerramento de 14-03-2008 da Subdirectora do IGESPAR, I.P., por se encontrar abrangido pela Zona Histórica do Porto, classificada como IIP
Despacho de homologação de 14-10-1999
ZEP
-
Zona "non aedificandi"
-
Abrangido em ZEP ou ZP
Não
Abrangido por outra classificação
Não
Património Mundial
-

Descrições

Nota Histórico-Artistica
Construído onde previamente existiu o antigo Campo do Olival, trata-se de um local que começou a ser urbanizado no século XIV, onde se situavam a cordoaria do Bispo e a barreira dos besteiros, que em 1611 a Câmara transformou em Alameda.
Em 1839, com o surgimento do Mercado do Anjo, começou ali a realizar-se uma feira diária. Por essa altura, a alameda passou a designar-se Campo dos Mártires da Pátria e, mais tarde, Passeio Público. O jardim propriamente dito remonta a 1865, tendo a sua planta sido delineada pelo arquitecto paisagista alemão Emílio David segundo proposta do Visconde Villar d'Allen, então vereador da cidade.
Em 1941, a sua fisionomia alterou-se quando o arvoredo ficou quase completamente destruído pelo ciclone que ocorreu no mês de Fevereiro. A única grande árvore que resistiu ao vendaval foi o ulmeiro tricentenário conhecido como árvore da forca. Actualmente, este passeio denomina-se Jardim de João Chagas, tendo, ao centro, um lago rodeado por três esculturas: uma Flora, da autoria de Teixeira Lopes, inaugurada em 1904 e dedicada ao floricultor Marques Loureiro; uma estátua de Ramalho Ortigão, da autoria de Leopoldo de Almeida, inaugurada em 1909 e um busto de António Nobre, bronze da autoria de Tomás Costa, inaugurado em 1926. AAM

http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/155836/

Projeto Porto 2001


Projeto Porto 2001

 

Informação retirada de PROAP estudos e projecto de arquitectura paisagista Lda

http://www.proap.pt/site/l_por/projectos/cordoaria.html

 
Data: 1999/2000

Localização: Porto, Portugal

Área: 8.000 m2

Cliente: Sociedade Porto 2001 S.A.

Coordenadores de Projeto:
Nuno Jacinto, Luís Carvalho, Carla Silva, Nuno Mota, Mafalda Silva

Arquitectura:
Camilo Cortesão e Mercês Vieira

Consultores:
Victor Abrantes
GEG - Paulo Pimenta
Rodrigues Gomes

Fotogradia:
Leonardo Finotti

O Jardim da Cordoaria implanta-se, como em tantas outras situações da mesma época, como um manifesto, corporização de transformações sociais profundas, pela apropriação elegante de um espaço de características profundamente populares. O caminho escolhido passa por um desenho de autor correspondendo a um conceito muito preciso quanto ao ambiente a criar e às formas possíveis para o habitar, substituindo um terreiro de feira por um desenho que configura o espaço como um cenário recatado e bem isolado do exterior, espaço de lazer, de encontro e de representação social.
O jardim deixa de ser um espaço fechado para passar a ser limitado por fronteiras difusas que se relacionam com a envolvente. Muros altos e sebes livres foram substituídos por sebes talhadas de altura reduzida, ao mesmo tempo que as árvores viam elevar as suas copas. A intervenção visa assumir a fluidez das fronteiras anteriormente referidas englobando-as num espaço sem transições óbvias entre zona verde e zona inerte. Assim, propõe-se o redesenho de toda a área de intervenção, do Palácio de Justiça ao triângulo dos Clérigos, da Relação à Guarda Republicana como um espaço único, sempre sujeito à mesma, quase obsessiva, regra de espaço homogéneo, apesar de constituído em realidades profundamente diferentes, de onde surgem, singulares e autónomos, os volumes da Faculdade de Ciências, do quarteirão antigo e da alameda de plátanos. No espaço do Jardim o repetitivo padrão encontra materiais específicos; saibro, relvado e sebes arbustivas que, sujeitos ainda à mesma regra geométrica, constroem um espaço de jardim imperceptivelmente surgido da área onde é maior a expressão dos materiais inertes.
Os traçados de caminhos e a localização dos espaços de estada, organizam-se agora transgredindo a geometria do desenho global, de acordo com novos fluxos e destinos onde os percursos são traçados como vazios que interrompem a continuidade das faixas sucessivas. A consistência celular do desenho organiza o espaço num tecido mutável de norma regradora muito clara que identifica todo o espaço como um mesmo organismo, e torna-o reconhecível como se reconhece um corpo vivo, independentemente do tecido localmente aparente.







 



24/01/13

História do Jardim da Cordoaria


O Jardim João Chagas ou Jardim da Cordoaria , de seu nome original, é conhecido pela atividade que os cordoeiros lá executaram durante 200 anos. Porém este jardim teve a sua origem num extenso campo de oliveiras que ia do Carregal, ao Carmo e a Praça Carlos Alberto. Foi no século XVII esta zona urbanizou-se e consecutivamente, Em 1839, com o surgimento do Mercado do Anjo, começou ali a realizar-se uma feira diária. sendo uma das mais importantes a feira de S.Miguel. Por essa altura, a alameda passou a designar-se Campo dos Mártires da Pátria e, mais tarde, Passeio Público. Com a obra do paisagista alemão Emilio David, que esteve envolvido em vários outros projetos de espaços verdes, nomeadamente o Palácio de Cristal e o Passeio Alegre, é o autor do processo de ajardinamento desta área, executado em 1865/1866. Com plantas raras em redor de um lago, várias estátuas, bancos e coreto, este jardim, característico dos jardins românticos do século XIX, foi considerado na época um jardim botânico. Passou a ser muito frequentado pela burguesia da cidade, até ao início do século XX. Em 1941 um violento ciclone devastou o jardim, que posteriormente foi replantado. Em 2001, no âmbito do Porto 2001, Capital Europeia da Cultura, este jardim sofreu nova remodelação. Este jardim é detentor, desde 2005, de árvores classificadas de Interesse Público pelo decreto-lei n.º 28468 de 15-02-1938: a alameda de plátanos e a imponente araucária bidwillii. Atualmente, este passeio tem ao centro um lago rodeado por três esculturas: uma Flora, da autoria de Teixeira Lopes, inaugurada em 1904 e dedicada ao floricultor Marques Loureiro; uma estátua de Ramalho Ortigão, da autoria de Leopoldo de Almeida, inaugurada em 1909 e um busto de António Nobre, bronze da autoria de Tomás Costa, inaugurado em 1926 e um conjunto de esculturas de Juan Muñoz de 2001.
Este parque teve vários nomes ao longo da sua existência: Campo do Olival (1613), Alameda do Olival (1661), Jardim da Cordoaria (1162) e, desde 1835, jardim João Chagas ou Campo dos Mártires da Pátria. No entanto, esta zona da cidade é conhecida por “Cordoaria” pois foi aqui que se instalaram os cordoeiros de Miragaia. É um parque bastante grande, com vegetação abundante, bancos para as pessoas se sentarem, uma lagoa com uma grande fonte ornamental e várias esculturas, como o monumento dedicado a Ramalho Ortigão e a homenagem aos Mártires da Pátria. O parque ocupa a zona central do quarteirão e está rodeado de edifícios interessantes. O Jardim da Jardim João Chagas/ Cordoaria tem uma forma triangular projetada de início, sendo cada lado realçado pelo alinhamento de árvores de folha caduca. A poente, em frente ao Palácio de Justiça, encontra-se uma alameda de plátanos; a sul, encontra-se o passeio das tílias; a norte, erguem-se carvalhos americanos, alguns centenários, outros recentemente plantados. No meio do jardim, existe um lago romântico com uma ilha, cercado de árvores exóticas, na maioria resinosas (araucárias, cedros e sequóias). Ao longo do ano, o arvoredo deste jardim vai variando em cores e contrastes.
O Jardim da Cordoaria, é previlegiado pela sua imponente localização na Baixa do Porto. Situa-se nas proximidades da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, da Torre dos Clérigos, do Palácio da Justiça, do Café Piolho, do Teatro Carlos Alberto, entre outros importantes locais da cidade.
 

http://olhares.sapo.pt/jardim-joao-chagas-cordoaria-foto3624645.html

                                                   Projeto Emílio David 1866/67