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25/01/13

Jardim de Arca D'Água

O Jardim de Arca D’Água, na Praça 9 de Abril, foi projectado por Jerónimo Monteiro da Costa e inaugurado em 1928. Apresentava então um lago e uma imponente gruta, bem ao gosto romântico da época. Na altura da sua inauguração plantou-se uma centena de altíssimos plátanos a delimitar as largas alamedas laterais.
O jardim deve o seu nome aos reservatórios das águas de Paranhos (Arca D’Água) que foram o sustento de muitas fontes e chafarizes do Porto, até finais do século XIX.
Antes de este Jardim existir, neste local – o Largo de Arca de Água – os escritores Ramalho Ortigão e Antero de Quental travaram um duelo, em 1866. O Largo da Arca de Água era então um largo arborizado que, no início do século XX, viria a acolher a feira de S. Miguel, transferida da Rotunda da Boavista.

O Jardim de Arca D’Água é povoado por árvores frondosas, uma gruta artificial e um lago com alguns animais, delimitado por vedações de madeira. Entre o lago e o coreto, situado a Sul, num segundo nível mais aplanado, as magnólias e os cedros são as árvores mais numerosas que, durante o inverno, tingem de verde a Arca de Água. Destaca-se no Jardim a escultura de Charters de Almeida, inaugurada em 1972 e intitulada "A Família".



Texto retirado de: http://cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/15151013&fokey=cct.jardins/305

Jardim do Passeio Alegre

O Jardim do Passeio Alegre foi construído na Foz do Douro nos finais do século XIX. A sua execução durou cerca de 20 anos e foi o terceiro empreendimento realizado pela Câmara Municipal do Porto com a participação de Emíle David no seu ajardinamento.
Situado entre a Cantareira, o Castelo de S. João da Foz e a barra do Rio Douro, foi construído num lugar descampado onde os pescadores remendavam outrora as suas redes. Começou por se construir o molhe da barra, depois fizeram-se os aterros e por fim, em 1870, iniciou-se a plantação de árvores, que se prolongou até 1888. Um pouco mais tarde o jardim foi ladeado, à beira mar, por uma avenida de palmeiras, hoje imagem de marca da foz do Douro.

O Jardim do Passeio Alegre, ladeado por uma Alameda de Palmeiras, alberga uma série de elementos arquitectónicos de grande valor: um chafariz em granito, a poente, proveniente do antigo Convento de S. Francisco; dois Obeliscos de Nasoni, oriundos da Quinta da Prelada; um pequeno “chalet romântico”, construído em 1874, antes do acabamento do Jardim.
Para além das palmeiras, o plátano é a espécie mais representada no Jardim, destacando-se ainda as araucárias dos canteiros periféricos.
Num pequeno lago pode observar-se uma escultura representando "a Menina e a Foca" e no interior do Jardim encontra-se uma composição escultórica em homenagem ao escritor e jornalista Raul Brandão. No coreto realizam-se ainda, pontualmente, concertos filarmónicos.
Um minigolfe constitui outro polo de atracção do jardim. Por fim, destacam-se também os sanitários públicos, construídos em 1910, decorados com azulejos Arte Nova e loiças inglesas.



Texto retirado de: http://cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/15151013&fokey=cct.jardins/303

Jardim de São Lázaro

O Jardim de S. Lázaro, inaugurado em 1834, foi o primeiro jardim público da cidade. Desenhado após o cerco do Porto por João José Gomes, primeiro jardineiro municipal do Porto, é um típico jardim romântico. A decisão de criar este Jardim é contemporânea da constituição da Biblioteca Pública, situada mesmo ao lado. O Jardim foi concluído sete anos após a sua inauguração. Ao longo dos anos foi sofrendo diversas intervenções: em 1869, intervenção paisagística pelo alemão Emílio David; em 1908 foi derrubada alguma vegetação incluida em 1869; e em 1911 sofre nova modificação, acreditando-se que as magnólias hoje existentes no jardim tenham sido plantadas nesse ano.
Antes de ser jardim esta zona era já chamada de São Lázaro. Este topónimo – Lázaro – evoca a antiga gafaria (leprosaria) medieval aí instalada no princípio do século XVI, que veio a ser demolida no século XVIII. O local era periodicamente ocupado por uma feira, tal como sucedia à maioria dos espaços que no Porto foram ajardinados até à segunda década do século XX. Era costume a feira transitar então para outro campo mais periférico da cidade. No caso de São Lázaro, o destino foi o actual Campo 24 de Agosto.
Camilo Castelo Branco, que viveu próximo desta zona recebeu neste jardim, das mãos de D.Pedro II do Brasil, a Comenda da Ordem da Rosa.
Após a inauguração dos jardins do Palácio de Cristal e da Cordoaria, o Jardim de S. Lázaro, antes lugar de eleição da sociedade portuense, entrou um pouco em decadência. Hoje é, no entanto, um dos jardins públicos mais frequentados da cidade.

O Jardim de S. Lázaro é um típico jardim romântico, cheio de fontes e estátuas, frondosas árvores e canteiros, além de um pequeno coreto. Apesar de bastante modificado desde a origem, é hoje o único jardim da cidade ainda envolvido por um gradeamento com quatro portões.
Este jardim possui algumas das árvores mais antigas do Porto. Dominando o cenário, doze grandiosas magnólias rodeiam o pequeno lago central. Nos canteiros, a poente e a norte, encontram-se numerosas camélias, alguns cedros e uma palmeira. As alamedas periféricas do jardim são rematadas por tilias.
Está instalada neste jardim uma fonte de mármore oriunda da sacristia do extinto Convento de São Domingos.
Próximo da Biblioteca Municipal do Porto e da Faculdade de Belas Artes, o Jardim de S. Lázaro é muito frequentado por estudantes e reformados, sendo ainda hoje um dos mais frequentados jardins públicos da cidade.

Texto retirado de:http://cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/15151013&fokey=cct.jardins/311

Jardim do Carregal

O Jardim do Carregal foi construído em 1897 por Jerónimo Monteiro da Costa, jardineiro municipal e colaborador no Horto das Virtudes. Oficialmente chamado de Jardim Carrilho Videira, este Jardim foi considerado uma das obras mais bem sucedidas do seu autor, sendo que alguns dos exemplares ali existentes são únicos nos jardins da cidade. O Jardim distingue-se pela forte proporção de árvores resinosas e pelo lago em forma de serpente, atravessado por uma ponte, tão característico dos jardins românticos. Recentemente requalificado, este jardim é considerado por alguns o último Jardim Romântico do Porto com características oitocentistas.

O Carregal é um pequeno jardim com caracterísricas românticas: um lago serpenteante ao centro, atravessado por uma ponte, rodeado de árvores frondosas. Destacam-se neste jardim as árvores resinosas que lhe dão um ambiente que lembra as florestas de montanha. Destacam-se ainda os cedros e as sequóias e araucárias: se os cedros conferem ao lugar uma cor verde azulada e acinzentada, as sequóias e araucárias conferem-lhe uma tonalidade mais escura e carregada.


Texto retirado de: http://cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/15151013&fokey=cct.jardins/315

Jardim das Virtudes

 
O Parque Municipal das Virtudes foi desenhado por José Marques Loureiro (1830-1898), um famoso horticultor, no estreito vale do Rio Frio, que descia até à praia de Miragaia. Loureiro transformou a Quinta das Virtudes num centro de produção de plantas. A residência havia sido construída no século XVIII e os jardins desciam então em socalcos até ao bairro de Miragaia. As estufas que instalou no jardim, onde aclimatou plantas exóticas, sobretudo grandes flores, chamaram na época a admiração de todos, e as suas exposições consagraram a reputação do parque.
Após ter sido comprado pela Câmara Municipal do Porto, este Parque das Virtudes, situado no que resta da ex-Companhia Horticola Portuense, sofreu obras de recuperação em 1998.
Após ter sido comprado pela Câmara Municipal do Porto este Jardim foi restaurado em 1998: foram arrelvados os socalcos, ligados por uma escadaria; as árvores e arbustos, alguns seculares, foram conservados, e algumas camélias foram plantadas. Do jardim primitivo subsistem bancos e varandins, em betão, imitando troncos de árvores, assim como vestígios do carapinhado que revestia muros e pequenos “rochedos”, também em betão, para crescimento das plantas. Um Ginko do século XVIII merece especial destaque. Destacam-se ainda as deslumbrantes vistas que proporciona sobre o Rio Douro e o Porto ribeirinho.
 
 
Texto retirado de: http://cct.portodigital.pt/gen.pl?sid=cct.sections/15151013&fokey=cct.jardins/304

Jardim Quinta da Macieirinha

Jardim da Quinta da Macieirinha - é mais um dos cenários paisagísticos românticos do séc. XIX no Porto. Faz também parte de uma antiga quinta dos arredores, cuja residência mantém as características da época e o interior está ornamentado com objectos do quotidiano oitocentista. O conjunto foi transformado em Museu Romântico e apresentado como um genuíno testemunho histórico da época. O ambiente pitoresco é criado pela vegetação e pelos percursos traçados na natureza, à maneira dos jardins ingleses



Texto retirado de: http://www.cnc.pt/Artigo.aspx?ID=281

Jardim Serralves

Jardins de Serralves - fazem parte de uma antiga quinta dos arredores da cidade, hoje integrada na área de expansão urbanística do séc. XIX e XX. De traçado modernista foram projectados nos anos 20 pelo Arqº Marques da Silva, também autor da casa de habitação onde hoje se encontra instalada a Fundação de Serralves, dedicada a actividades culturais e artísticas. O jardim tem um traçado rectilíneo e é um notável exemplar da influência art deco, com uma geometria simples e uma volumetria plana , onde o desenho do buxo e as espécies florais exprimem o gosto requintado da época. Prolonga-se em terraços sequenciais para além dos quais se estende a mata e o horto tradicional. As diversas actividades de ar livre que aqui se realizam regularmente, particularmente ligadas aos jovens e às crianças animam o espaço e desenvolvem a educação artística.
 
 
 

Jardins Palácio de Cristal

Jardins do Palácio de Cristal - tiveram a sua origem no séc. XIX quando o arquitecto paisagista francês E. David fez o arranjo do espaço envolvente do palácio de Cristal que abrigara a grande Exposição Industrial de 1865. Daqui se desfruta uma extraordinária panorâmica do rio, ao longo de um cenário idílico de árvores frondosas, carvalhos centenários, canteiros, bosque de tílias e jogos de água. Recuperados e restaurados recentemente, valorizam este espaço cultural ao ar livre, onde se realizam actividades diversas.
 
 

Jardim da Prelada

Jardins da Prelada - foram traçados no séc. XVIII, na quinta do mesmo nome, pelo arq. Nasoni. Fizeram parte de uma propriedade privada, uma quinta de recreio onde a natureza compõe o cenário criado pelo espaço arquitectónico. Neste contexto, a água é parte integrante da paisagem construída, com destaque para o Lago numa das extremidades, com uma pequena ilha onde emerge um castelo de duas torres concêntricas. A grande escadaria de acesso, com a fonte central, é um dos percursos mais surpreendentes do conjunto barroco onde já se pronuncia um primeiro estilismo romântico

Texto retirado de: http://www.cnc.pt/Artigo.aspx?ID=281

24/01/13